HELENA  DIB. . .

DRAGAS

Inspirada na 'Walking Exhibition', “Tribes”, de Soja Lotker na Quadrienal de Praga em 2015, a performance "Dragas" tem a proposta de contextualizar e normalizar as Drags nos meios sociais. É uma forma de resistência às ondas conservadoras mundiais e que pretende provocar questionamentos sociais à partir de um grupo de Drags caminhando de manhã pelas ruas de São Paulo, levando uma rotina normal, parando para tomar um café em uma lanchonete na Rua Oscar Freire. Simultâneamente, Dragas olha para o grupo de Drags já existente na noite paulistana e questiona o número extremamente baixo de mulheres que performam. Ao invés de desenvolver uma personagem, a performance presta uma homenagem a grandes mulheres brasileiras.

IMG_5943
IMG_5838
IMG_5968
IMG_5978
IMG_5974
IMG_5967
IMG_5963
IMG_5962
IMG_5955
IMG_5907
IMG_5894
IMG_5892
IMG_5859
IMG_5865
IMG_5882
IMG_5878
IMG_5883
IMG_5965

Essa pesquisa tem como intuito homenagear grandes mulheres da história brasileira baseado na ressignificação do universo drag queen,  através de uma performance/instalação inspirada na walking exhibition ‘Tribes’ proposta por Sodja Zupanc Lotker durante a Quadrienal de Praga em 2015.

 

A tribo “DRAGAS” busca questionar diversos aspectos da existência feminina, ao mesmo tempo em que presta homenagem a grandes mulheres brasileiras.

  • Uma resistência ao preconceito do grupo conservador com as DRAGQUEENS;

  • Um questionamento às próprias drags quanto ao espaço da mulher nesse meio performático;

  • Uma forma de se expressar e criar personagens trazendo visibilidade para figuras históricas femininas.

 

A proposta da performance era de proporcionar a cada participante a liberdade de criação da sua dragqueen contanto que seguisse às seguintes regras: ser baseada em uma figursa histórica feminina e ter como base de figurino uma kaftan.

 

A partir disso, foram desenvolvidas drags inspiradas em Leila Diniz, Patrícia Galvão, Tarsila do Amaral e Zuzu Angel. A performance aconteceu no trajeto da rua Peixoto Gomide até uma cafeteria na Rua Oscar Freire, ambos na cidade de São Paulo, no Jardins.

As ‘DRAGAS’ possuem uma ‘fórmula’ principal para dar unidade à tribo e se aproximar do conceito de Sodja. Essa fórmula engloba elementos parecidos para todas as Dragas como: silhueta e proporção. A ideia é que cada Draga homenageie uma mulher, e para que haja essa diferenciação dentro da fórmula principal, cada drag poderá ter variação de cores, maquiagem, matéria e elementos que associem à mulher a qual ela presta uma homenagem.


A concepção da roupa fórmula busca principalmente facilitar o desenvolvimento do projeto em função de uma imagem que seja clara e concisa. Foi escolhida a peça do kaftan para ser o ponto comum de todas as drags, por sua modelagem simples e unissex ela traz a atenção para os outros elementos da DRAGA . No meio desse kaftan branco, uma estampa que se relacione com a homenageada. Essa estampa pode ser literal ou associativa, ou seja, ela pode conter a foto da homenageada, ou alguma informação que remeta a ela. Cada performer tem o poder de livre criação e interferências manuais no figurino. A peça básica é feita para ser customizada, bordada, pintada e fica livre a imaginação de cada uma. Junto com essa peça principal, os elementos de composição formam a drag como um todo, podendo somar-se ao visual: meia arrastão, meia ⅞, colares, pulseiras, bolsas, etc.